Somos amistosos e curiosos, inteligentes e irreverentes, engraçados e atarefados, brincalhões e trapalhões, optimistas e saudosistas, pensativos e cognitivos, ingénuos e ténuos, divertidos e vividos, sabichões e amigalhões, honestos e lestos, vaidosos e afectuosos, empenhados e assanhados, extravagantes e acutilantes, compreensivos e objectivos, sociáveis e admiráveis, distraídos e agradecidos, orgulhosos e atenciosos, pacatos e sensatos. Mas... o que gostamos mesmo... é do Movimento Novos Rurais!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Semear na Primavera


A febre da primavera incentiva-nos a criar o jardim dos nossos sonhos. Se está a pensar no que fazer este ano no seu jardim, considere substituir o transplante de plantas oriundas de viveiros por uma sementeira caseira. Porquê semear?
  1. As sementes garantem a melhor seleção. Os viveiros comercializam uma linha específica de produtos. Se a planta que deseja não estiver na lista, não poderá comprá-la. Se optar por fazer a sua própria sementeira, terá acesso a uma vasta seleção de ervas aromáticas, legumes e flores. Desta forma poderá experimentar sabores e cores que talvez não encontre à venda.
  2. É fácil. A germinação das sementes acontece num abrir e fechar de olhos – estão geneticamente programadas para isso. A parte mais complicada vem a seguir, pois as plântulas têm de ser cuidadas após a germinação.
  3. Poupará dinheiro. O preço por planta diminui drasticamente quando se opta pela sementeira.
  4. A sementeira satisfaz o gosto pela jardinagem. Colocar as sementes no solo pode apaziguar a fadiga da primavera, sobretudo se a neve ainda estiver a cair lá fora.
  5. Poderá antecipar colheitas. Se usar alguns truques para alongar a estação, poderá antecipar o transplante das plântulas, o que significa que já estará a celebrar o seu feito enquanto outros jardineiros ainda esperam que as suas colheitas amadureçam.
  6. Evitará as multidões. Ao fazer a sua própria sementeira, evitará o frenesim que todas as primaveras atinge os viveiros.

Conselhos para uma boa sementeira

Preste especial atenção à profundidade a que coloca a semente. Algumas sementes precisam de luz para germinar; outras requerem escuridão total. Siga rigorosamente as instruções fornecidas nos pacotes das sementes. A germinação exige que o solo se encontre a uma temperatura adequada: 18 a 24°C. Coloque as sementes num recetáculo quente ou use um tapete de aquecimento específico para o efeito.

O maior desafio de todo o processo de sementeira é conseguir uma transição de uma minúscula plântula para um muda bem sucedida. As plântulas exigem cuidados extra. São ultraexigentes em matéria de regas – se falhar um só dia, elas morrem. Se estiver a planear uma viagem, encontre uma pessoa em quem possa confiar a rega das plântulas ou adie a sementeira para outra ocasião.

As plântulas exigem uma luz forte (mais forte do que a que as janelas deixam passar nos dois terços do norte do país) e são muito suscetíveis às doenças. À medida que se aproxima o seu transplante para o exterior, têm de ser endurecidas, ou seja, gradualmente aclimatizadas às condições de crescimento ao ar livre.

Para as pessoas mais inexperientes, todos estes cuidados podem assumir rapidamente uma dimensão avassaladora. A forma mais segura de garantir o sucesso é começar aos poucos – semeie apenas uma ou outra variedade. À medida que as plântulas crescerem, também a sua experiência aumentará.

A altura certa

Um dos erros mais comuns de uma pessoa inexperiente é realizar a sementeira demasiado cedo. A maior parte das plântulas está pronta para sobreviver no exterior quatro a seis semanas após ter sido semeada. Se semear demasiado cedo, acabará por ser forçado a manter as plântulas dentro de casa, arriscando-se a que estas percam o seu vigor.

Para calcular a data em que deve realizar a sementeira, procure saber a data aproximada da última geada na sua zona. Consulte a sua cooperativa local, pergunte a jardineiros experientes da sua zona ou averigue junto de um viveiro local.

Quando souber a data da última geada, verifique o pacote da semente.
  • Poderá indicar que a sementeira deve ser feita 6 a 8 semanas antes da data da última geada. Se for este o caso, conte 6 a 8 semanas antes da data da última geada e faça a sementeira no dia resultante.
  • Se o pacote referir que as sementes germinam em 7 a 9 dias, acrescente 5 a 7 semanas a esse número, para totalizar 6 a 8 semanas. Conte 6 a 8 semanas antes da data da última geada e faça a sementeira no dia resultante.

sexta-feira, 10 de março de 2017

BBC vai lançar filme sobre veganismo e mostra um mundo sem crueldade animal.


BBC vai lançar filme vegano futurista mostrando um mundo sem crueldade animal.

A maior rede de televisão britânica, a BBC, acaba de anunciar o lançamento de um filme com a temática vegana e que será dirigido pelo ator vegano, comediante e diretor Simon Amstell com o título de “Carnage: Swallowing The Past” – tradução literal “Carnificina: engolindo o passado.
O enredo mostra o ano de 2067 onde os animais não são mais explorados pelos humanos e o filme mostra como no passado os animais eram tratados como meros produtos, mas nesse mundo futurista qualquer crime contra os animais é considerado algo bárbaro.




Os destaques no filme são os atores Martin Freeman (The Hobbit / Sherlock), Joanna Lumley (Lobo de Wall Street), o músico JME e um grande elenco. A previsão é que o filme seja lançado na plataforma BBC Iplayer, em meados de 2017. Esse lançamento promete agradar aos vegans de todo mundo e, quem sabe, despertar o veganismo em milhares de pessoas. 

Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

PERMACULTURA  E AGROECOLOGIA

  • John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
  • John Seymour – La Vida En El Campo
  • Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
  • Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
  • Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura 
  • Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
  • Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
  • David Holmgren – La escencia de la permacultura 
  • David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil 
  • Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
  • Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
  • Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
  • G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
  • Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
  • Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
  • Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
  • J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

 BIOCONSTRUÇÃO

  • Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
  • Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
  • Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
  • Gernot Minke – Techos Verdes
  • Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
  • Johnny Salazar – Construyendo Con COB
  • Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
  • Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
  • Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
  • Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
  • Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Os Novos Rurais



Nos últimos tempos, o chamamento da agricultura levou muitos casais jovens, licenciados, a deixarem o Litoral e a demandarem para o Interior do País.

Aí lançaram novos projetos agrícolas, com a convicção de que estavam a lutar pelo seu futuro, mas também pela sobrevivência do País. Dados oficiais apontam para uma média de 200 novos casos de jovens que estão a olhar para o setor agrícola como o seu projeto de vida. É um fluxo de gente de classe média, educada, com formação superior, com mundo.

Estas pessoas são do melhor que Portugal tem. Têm conhecimentos para perceber o que se passa e, conscientemente, assumem o risco de uma decisão que lhes vai mudar a vida para sempre. O movimento dos Novos Rurais é um movimento de empreendedores. Têm um desígnio, têm sentido de risco, e pretendem dedicar-lhe a vida. 



O Governo deve direcionar a sua atenção para este fenómeno, a mesma atenção que lhe devem merecer as questões do desenvolvimento e do futuro de Portugal. Os novos rurais, além das iniciativas que conseguirem vingar, vão ser responsáveis pela visão que a sociedade tiver da nossa agricultura daqui a 4,5 anos. Aos nossos olhos, a agricultura vai continuar a ter a mesma visão histórica, a ser o parente pobre da economia? Um setor envelhecido, obsoleto e sem futuro? Ou, pelo contrário, a partir da instalação de gente jovem, formada, com ideias e projetos, vai passar a ser olhado como uma área que está na moda, em que se obtém sucesso, competitiva, exportadora, que incorpora as novas tecnologias? Esperamos que seja a segunda opção a vingar. Para isso, é preciso estimular estes novos rurais para que elaborem rigorosos planos de negócio, e que os responsáveis políticos trabalhem para a implementação de medidas e políticas que permitam mais apoios.


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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Agricultura mundial em risco


Diminuição do número de abelhas e borboletas coloca agricultura mundial em risco.


O declínio da população de abelhas, borboletas e outros insetos, importantes para a polinização agrícola, que está a colocar em risco a agricultura mundial. O alerta foi feito pela ONU, depois da divulgação de um relatório sobre biodiversidade. O declínio dos insectos polinizadores não é um tema novo, mas este relatório vem dar-lhe mais força.

O trabalho realizado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES, em inglês) chegou a esta conclusão no seu primeiro relatório, divulgado nesta segunda-feira, em Kuala Lumpur, e comentado pela ONU nesta sexta-feira.
As populações de "abelhas e borboletas têm vindo a diminuir em abundância, ocorrência e diversidade, numa escala local e regional do Nordeste da Europa e América do Norte devido a vários fatores, muitos deles causados pelo homem, o que coloca em risco os meios de subsistência de milhares de pessoas", denuncia o relatório, que foi encomendado pela ONU, em 2012.
Na Europa, 9% das abelhas e borboletas estão ameaçadas de extinção e as suas colónias tiveram um declínio de 37%, no caso das abelhas, e de 31%, no caso das borboletas, de acordo com os dados disponíveis sobre esta espécie. O relatório refere também que, em alguns locais da Europa, mais de 40% das espécies de abelhas podem estar ameaçadas.
Segundo a IPBES, o declínio da população destes polinizadores também foi detetado em outros pontos do planeta devido a várias causas, como pesticidas, poluição, espécies invasoras, perda de habitat ou alterações climáticas. No entanto, a falta de dados oficiais na América Latina, na Ásia e em África fragiliza a análise deste estudo, em relação a estas espécies, uma vez que nestes continentes a informação é mais consistente no que toca a outros animais, como morcegos e pássaros.
O relatório alerta ainda para o facto de 5% a 8% da produção agrícola mundial, que gera entre 235 a 577 mil milhões de dólares (cerca de 213 a 523 mil milhões de euros), estarem diretamente dependentes da ação dos polinizadores nas colheitas de cereais e frutas.
Os alimentos "dependentes dos polinizadores abrangem frutas, vegetais, sementes e frutos secos, que fornecem grandes proporções de micronutrientes, vitaminas e minerais, essenciais à nossa dieta” comentou Simon Potts, vice-presidente do IPBES e professor da Universidade de Reading, Reino Unido.
De maneira geral, pelo menos três quartos das colheitas mundiais dependem de polinizadores para o crescimento e qualidade das plantas, indicam estes especialistas. O relatório salvaguarda, no entanto, culturas como o arroz, trigo e outros cereais, que não dependem da polinização.
Este relatório foi realizado por cerca de 80 cientistas de todo o mundo. O IPBES está encarregue de fazer relatórios sobre o declínio de espécies animais e vegetais, assim como sobre os seus ecossistemas, que constituem a biodiversidade mundial.

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CEO Novos Rurais

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Aplicação gratuita sobre hortas biológicas em casa



Saiba como cuidar da sua horta com esta aplicação cheia de dicas de cultivo de diferentes variedades. 

Pode ter agora em casa desde hortícolas até ervas aromáticas, que vão transformar a forma como cozinha, recorrendo a esta app que o vai guiar pelos diferentes procedimentos que deve levar a cabo para cultivar com sucesso.

Esta nova ferramenta disponibiliza informação e dicas práticas sobre como cultivar alho francês, rúcula, coentros, salsa, morangos, entre muitas outras variedades de hortícolas e aromáticas, de forma a difundir as práticas da agricultura urbana em Portugal.

Tendo por base o método da agricultura biológica, a aplicação ensina quando, como e onde semear, plantar, colher e regar cerca de 28 variedades de cultivos.

Disponibiliza informação sobre a exposição solar adequada, o tipo de solo, a estação do ano e em que pratos utilizar os produtos.

A aplicação foi desenvolvida pela Digital Species e pode ser descarregada em:
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=pt.dsp.plantit
iOS: https://itunes.apple.com/pt/app/plantit/id1073154875?l=en&mt=8

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Salicórnia o Sal Verde


A planta que é uma alternativa ao sal: antes era uma praga, agora é uma erva gourmet.

A salicórnia é uma planta halófita. Cresce espontaneamente em ambientes salinos, como sapais. Outrora vista como erva daninha e utilizada para rações ou alimento de pescadores, sobretudo no norte da Europa, a Salicórnia é hoje alvo de estudo. As suas propriedades têm conduzido a um interesse económico e ao seu desenvolvimento comercial.

Mede entre 30 a 40 centrímetros, assemelha-se aos espargos verdes, daí ser apelidada de “espargos do mar.” É igualmente chamada de “sal verde”, sendo um tempero alternativo ao sal. Associada com frequência na confeção de peixe e marisco, conceituados chefs internacionais introduzem-na em pratos de carne, nomeadamente borrego.

Esta planta gourmet de cozinha de autor tem cultivo organizado, por exemplo, em França e no Reino Unido, e muito consumida na Holanda. Em Portugal não tem ainda expressão, apesar de ser encontrada ao longo da nossa costa, mais frequentemente nas margens dos canais da ria de Aveiro e Ria Formosa, no Algarve.



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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fast food: os seus perigos e como os reduzir

Todos nós já ouvimos falar do mal que faz à saúde consumir fast food, mas quais os seus verdadeiros riscos? Será possível fazer escolhas saudáveis num restaurante de fast food?


fast food, também conhecida como “comida de plástico” ou “comida de conveniência”, é barata, cómoda, conveniente e, para muitos de nós, sabe bem de mais e, num mundo acelerado como o dos dias de hoje, estas são qualidades que contribuem para que a fast food se torne tão presente e enraizada nas vidas de tanta gente. Contudo, nem tudo são benefícios…Pelo contrário, “o barato” pode realmente “sair caro”…
Infelizmente, uma só refeição de fast food pode conter calorias, sódio e gordura suficientes para um dia inteiro ou mais e consumir fast food regularmente pode conduzir a vários problemas de saúde.
Pode ser difícil resistir à tentação de comer algo rápido e barato, contudo, pode optar pelas escolhas mais saudáveis e, assim, aproveitar à mesma o preço e a conveniência dos restaurantes de fast food.
Fast food: os seus perigos e como os reduzir
Afinal, quais os riscos da “comida de plástico”?
fast food está carregada de calorias, em especial, açúcar refinado e gorduras saturadas que bloqueiam as artérias. Este tipo de comida contém também bastante sódio, proveniente do sal e de outros aditivos. Para além disto, a fast food é ainda pobre em fibras e micro nutrientes fundamentais, como vitaminas e minerais. A juntar a isto, e para piorar a situação, muita desta comida é ingerida com grandes quantidades de refrigerantes (ricos em açúcar), que muitos restaurantes servem gratuitamente como forma de incentivo. Tudo isto resulta num acumular de calorias no organismo que não são utilizadas, sendo, por isso, armazenadas sob a forma de gordura.
Os problemas não ficam por aqui, pois a “comida de plástico” não se limita a oferecer-lhe uns “quilos” a mais. Eric Schlosser, jornalista, escritor e investigador americano, revela no seu livro (Fast Food Nation: The Dark Side of the All-American Meal, 2003) que a fast food é também um enorme perigo para a saúde.
Se juntarmos a tudo isto a falta de exercício físico, o problema da obesidade é agravado. A maioria das pessoas que gosta de fast food não tem consciência de que a obesidade não é apenas “uma monstruosidade”, mas sim um enorme factor de risco para um alargado número de doenças mortais, como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, problemas cardíacos e até mesmo diversos tipos de cancro.
Estudos científicos revelam que alimentos com elevados níveis de calorias e ricos em gordura, açúcar refinado e sal, reconfiguram as hormonas presentes no nosso organismo de modo a desejarmos este tipo de comida e querermos sempre mais, fazendo com que a fast food se torne viciante – isto contribui para que se torne viciado neste tipo de comida e a consuma de modo incontrolado, mesmo tendo noção dos prejuízos para a saúde que daí podem advir, pois quanto mais consome, mais difícil se torna optar por comida saudável.
Apesar de alterar os hábitos alimentares e deixar de consumir fast food frequentemente não ser uma tarefa fácil, é possível. Para começar, pode-se ir reduzindo sucessivamente a frequência com que se consome este tipo de comida e ir comendo mais comida caseira com muitos vegetais e alimentos frescos. Lentamente, o seu gosto mudará e o organismo responderá com nova energia. Isto não significa que tenha que erradicar a fast food da sua alimentação, apenas que não fica dependente dela.
Fast food: os seus perigos e como os reduzirMorgan Spurlock, realizador do documentário “Super Size Me”, decidiu colocar o seu próprio corpo à prova com o intuito de avaliar a veracidade das questões associadas à fast food. Morgan iniciou uma viagem pelos EUA, durante um mês, alimentando-se apenas no McDonald’s (três refeições por dia). Só poderia consumir o menu grande caso lhe fosse oferecido e também teria que comer, pelo menos uma vez, de cada item do menu.
Antes de se iniciar a viagem, foram realizados inúmeros exames médicos que revelaram que tudo estava perfeito com a sua saúde. No entanto, à medida que a sua experiência foi decorrendo, o seu estado de saúde foi sofrendo alterações drásticas. Morgan começou a sentir dores no peito, dificuldade em respirar, a entrar em depressão, a sofrer de insónias, com tremores e o seu fígado deixou de funcionar. A juntar a isto, Morgan Spurlock ganhou 12 quilos.
O que se passou para que a comida provocasse este efeito?
Acontece que, para além de ser conveniente para nós, a fast food também o é para quem a produz, devido à produção em massa e barata dos seus ingredientes. O problema é que, para nos ser conveniente, acaba por ser sacrificada a nível do seu valor nutricional, sendo ainda adicionadas grandes quantidades de açúcares, gorduras e sal para que as sensações proporcionadas sejam as desejadas. É, no entanto, sabido que tais ingredientes em excesso provocam consequências. Por exemplo:
  • As gorduras usadas neste tipo de produtos,  as chamadas gorduras saturadas, aumentam os níveis de colesterol, provocando coágulos nas artérias e aumentando o risco de doenças coronárias;
  • O excesso de açúcares na “comida de plástico” é motivo de grande preocupação, não só pelo reconhecido impacto na saúde dentária, mas também pela sua ligação direta à obesidade, às doenças cardíacas e ao cancro;
  • O sal em excesso é responsável pelo aumento da tensão arterial e aumenta o risco de ataques cardíacos.
A experiência de Morgan Spurlock levou-o a uma exposição constante a grandes quantidades destas comidas de alto risco, não sendo, por isso, de estranhar os graves problemas de saúde originados. É, no entanto, motivo de alerta a consciência de que tais problemas podem ocorrer num período de tempo tão curto
Tal como já foi referido acima, não se trata de excluir a fast food das nossas vidas, é apenas uma questão de reduzir a nossa dependência desse tipo de alimentos, devendo-nos focar numa dieta saudável.
Quando é saudável comer fast food?
Raramente é saudável comer “comida de plástico”, precisamente por este tipo de comida ser baixa em nutrição e rica em gordura, sódio e calorias. Assim sendo, o segredo é mesmo a moderação, evitando, assim, que se torne num hábito. Para além disto, apesar de ser um desafio encontrar uma refeição saudável e bem equilibrada na maioria dos restaurantes de fast food, há sempre escolhas mais saudáveis do que outras.
Aprenda a fazer escolhas mais saudáveis em restaurantes de fast food
Para que se torne mais fácil fazer escolhas mais saudáveis em restaurantes de fast food, deve preparar-se antes, consultando os guias nutricionais dos menus dos seus restaurantes preferidos para melhor avaliar as suas opções. Pode também optar por restaurantes que incidam sobre alimentos naturais e de alta qualidade.
Caso não tenha tempo para se preparar, o bom senso pode ajudá-lo a que a sua refeição se torne mais saudável. Por exemplo, se escolher uma salada, convém optar por vegetais frescos e grelhados e deixar de lado os fritos e os molhos com gordura.
Dicas para escolhas saudáveis
Fast food: os seus perigos e como os reduzir
Seleccione o menu cuidadosamente, prestando atenção às descrições. Pratos que sejam rotulados de “frito”, “cremoso”, “crocante”, “gratinado”, “com molho”, entre outros, são normalmente ricos em calorias, sódio e gorduras não saudáveis. Deve optar por pratos com carnes magras e mais vegetais.
Beba água à refeição, pois os refrigerantes são uma enorme fonte de calorias.
“Dispa” a sua comida. Ao escolher determinado prato, tenha em atenção aquilo que o compõe que poderá evitar e colocar de parte. Por exemplo, peça uma sandes de frango grelhado sem maionese. Pode pedir os molhos à parte, controlando, assim, a quantidade que consome.
Encomenda especial. Muitos itens do menu seriam saudáveis se não fosse pela forma como eles foram preparados. Peça para que os pratos sejam servidos sem molhos e com legumes e utilize azeite e vinagre nas saladas. Se o alimento for frito ou cozido em azeite/manteiga, peça para que seja grelhado ou cozido a vapor.
Coma conscientemente. Preste atenção ao que come, saboreie, mastigue cuidadosamente e evite comer a correr. Comer conscientemente também significa parar antes de se sentir totalmente satisfeito, na medida em que o organismo leva tempo a registar o que foi consumido. Comer de forma consciente permite um maior relaxamento, contribuindo para uma melhor digestão e uma maior satisfação.
Dicas para saber o que evitar
Fast food: os seus perigos e como os reduzir
Porções exageradas. Prefira pequenas quantidades, pois uma refeição de fast food chega facilmente às 1000 calorias. Prefira a salada às batatas fritas e nunca opte por menus grandes. Muitas vezes uma dose dá para duas refeições, por isso, pode optar por levar metade para casa e guardar para o jantar.
Sal. A “comida de plástico” já tem bastante sal, por isso, não piore a situação adicionando ainda mais.
Bacon. O bacon tem muito poucos nutrientes e é rico em gordura e calorias. Tente substituí-lo por cebola, alface, tomate ou mostarda para adicionar sabor sem gordura.
Buffets. É de evitar, pois existe a tendência de comer mais para garantir que consome o valor gasto. Caso opte por um buffet, prefira as frutas frescas, saladas com azeite e vinagre, pratos grelhados e legumes cozidos a vapor. Antes de se levantar para comer novamente, aguarde cerca de 20 minutos para se certificar que, realmente, ainda tem fome.

Fontes:
  • Health Food Guide – “Fast Food Effects on Health“
  • Fitness – “Os perigos escondidos da Fast Food”
  • HelpGuide  – “Healthy Fast Food”
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sumos detox: 2 receitas para desintoxicar



Não fazem milagres, mas há pouca coisa a que não prometam fazer bem: desintoxicar o organismo, dar energia, dar brilho à pele e ao cabelo, combater a depressão e o envelhecimento. 

Sumo Desintoxicante
2 maçãs
1 mão cheia de espinafres
1 pepino
sumo de 1/2 limão
1 colher de sementes de linhaça
1 copo de água fresca
1/2 copo de leite de soja (opcional)
  
Sumo Energizante
1 banana
1/2 pêra
5 folhas de alface
1 raminho de coentros
1 copo de cereais muesli triturados
1 copo de água fresca
1 colher de café de canela em pó
1 iogurte natural

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